Recursos foram usados se utilizando do subterfúgio de cuidados com a propagação de doenças como a Covid-19. A empresa de detetização que abocanhou mais de R$ 600 mil na verdade só existe no papel. Exposta como Energo Empreendimentos e Controle Ambiental LTDA (11.416.408/0001-65), não existe na prática, no endereço fornecido pela empresa à Receita Federal (Avenida Maranhão, 50, Farol do Aracagi, Raposa, Maranhão) funciona uma residência simples e abandonada, na frente da residência uma pintura improvisada com cal e pincel anunciam o nome da empresa no muro frontal, no local não atuam funcionários, não há veículos que deveriam fazer parte da suposta frota, não há sequer manutenção do matagal que invadiu a frente residencial. Nossa redação tentou entrar em contato com o principal nome da empresa, Francisco Monteiro Filho mas o número de telefone fornecido pela empresa à Receita Federal é na verdade de uma empresa de contabilidade que afirmou até desconhecer o uso do mesmo (98 3258-0220).
Em contato com os moradores e vizinhos da propriedade, os mesmos foram unanimes em alegar que nunca houve o funcionamento de qualquer empresa ali e que o local há quase um ano se encontra abandonado, sem qualquer sinal de morador. Um cachorro fica de prontidão na frente da residência abandonada, e uma pequena quantia é paga para o proprietário da casa à frente ficar de olho no local e na chegada de pessoas.

A empresa de fachada foi usada por uma quadrilha gerenciada dentro da prefeitura de Maracaçumé e sob ciência do atual prefeito da cidade, Ruzinaldo Guimarães de Melo (conhecido popularmente como Tio Gal). A suspeita é que os 600 mil que deveriam ser usados em prol de cuidados paliativos contra a Covid na verdade está sendo repartidos entre o envolvidos no esquema criminoso, que segue incombatível graças a inércia do Ministério Público e de vereadores locais, que deveriam fiscalizar o mau uso dos recursos públicos mas ganham mensalmente sem desempenhar de fato suas funções.

