A administração do prefeito Ary Menezes atravessa um dos momentos mais delicados desde o início do mandato em Nova Olinda do Maranhão. Isso porque o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão decidiu, por unanimidade, manter a cassação do gestor e do vice-prefeito, após julgamento realizado no fim de abril.
A decisão confirma sentença de primeira instância que já havia determinado a perda dos cargos, em razão de irregularidades durante a campanha eleitoral de 2024. Entre as práticas apontadas pela Justiça Eleitoral estão compra de votos e abuso de poder econômico, o que, segundo o entendimento dos magistrados, comprometeu a lisura do pleito.
De acordo com o processo, as acusações incluem oferta de dinheiro, distribuição de benefícios e outras vantagens a eleitores em troca de apoio político. As investigações reuniram provas como transferências financeiras, depoimentos e registros audiovisuais.
Apesar da decisão desfavorável, a defesa do prefeito ainda pode recorrer a instâncias superiores, o que mantém a situação política indefinida no município. Até que haja decisão final, o cenário segue marcado por instabilidade administrativa e incertezas quanto à permanência da atual gestão no comando da prefeitura.
Nos bastidores políticos, a avaliação é de que a gestão “respira com ajuda de aparelhos”, sustentada por recursos judiciais e apoio de aliados, enquanto o processo segue em tramitação. A possibilidade de novas eleições também entra no radar, caso a cassação seja confirmada em definitivo.
Enquanto isso, o clima na cidade é de tensão e mobilização. Após a decisão do tribunal, apoiadores chegaram a organizar atos públicos em defesa do prefeito, evidenciando a divisão política no município.
O desfecho do caso deve impactar diretamente o futuro político de Nova Olinda do Maranhão, que pode passar por uma nova eleição ou mudança na chefia do Executivo municipal nos próximos meses.
